15 e 16/04: VULCÃO!!

 ** 15 DE ABRIL: O VULCÃO - Dia chatinho esse...Com um tempo nada a ver para a primavera (friozinho e vento), logo que acordamos já soubemos da notícia que um vulcão na Islândia poderia causar o cancelamento de alguns voos. Na verdade foi mais ou menos assim que recebi a notícia e só mais tarde fui tendo noção da real dimensão do problema e que estava por começar um dos maiores prejuízos da história da aviação na Europa. Mas, no fundo, tanto eu quanto minhas amigas, não acreditávamos que ia dar muita coisa e realmente achamos que nossa viagem para a Itália (marcada para às 6 horas de amanhã rumo a Veneza) estava a salvo. Enfim, fizemos tudo como devia ser: pegamos dinheiro, fizemos check in (também aproveitamos, Jaque e eu, para pegar nosso certificado na escola),  arrumamos a mala e ficamos de olho no site do aeroporto da Irlanda e da Ryanair.  Aí a Ale veio para cá e ficamos jogando, conversando, escutando musica e acabamos dormindo 3h30. Depois disso, a Ale ficou com o compromisso de acordar mais cedo e olhar o site novamente (é, ainda estávamos na esperança de viajar).

** 16 DE ABRIL: TUDO CANCELADO - Acordei por volta de 11 horas e a Ale já estava atenta às notícias. No inicio da manhã elas diziam que até o inicio da tarde estavam todos os voos cancelados. Não queríamos pensar que não iríamos, mas já estávamos ficando atucanadas. Até que no meio da tarde veio a confirmação que o aeroporto de Dublin só reabrirá na próxima segunda-feira. Ou seja, não vamos para a Itália (pelo menos não agora...). Arrasadas, Ale e eu resolvemos sair para caminhar num agradável final de tarde em Dublin, quando os termômetros marcavam 14 graus. Passeamos pela Grafton Street, fomos no Stephens Green Park (lindoooo na primavera  e com flores de todos as cores), tiramos foto com a Molly Malone (aquela estátua da mulher que é uma das referências da cidade), no Spire (a imensa agulha localizada na O’Connell Street)....Foi um momento turista e, de certa forma, senti como o início das despedidas de Dublin. Enfim, à noite a Leti também veio dormir aqui e fizemos nossa velha programação (desta vez faltando a Ane). É, dizem que mais de cem mil pessoas ficaram na mão no aeroporto de Dublin e  estamos inclusas neste barco. Menos mal que estamos em casa....mas o voo não tem qualquer previsão ainda e, para variar, está impossível qualquer contato com a companhia aérea.

** PASSEANDO POR DUBLIN...

- LIFFEY!

** STEPHENS GREEN PARK!


** COM MINHA QUERIDA AMIGA ALE!


** NA GRAFTON STREET!!

** COM A MOLLY MALONE!


** COM O SPIRE!

** PARTICIPANDO DA HISTÓRIA - Olha, estava pensando e percebi que estou vivendo grandes datas na Europa: os 250 anos da Guinness comemorado em outubro de 2009 e que foi uma festa nas ruas do Temple Bar aqui em Dublin; os 150 anos do Big Ben quando estava no ano-novo em Londres; a maior nevasca dos últimos anos que me deixou presa, em janeiro, vários dias em Liverpool e agora este (maldito)  vulcão adormecido que resolve acordar após 187 anos e, até agora, detonar nossa viagem para a Itália...Tsc, tsc...este último eu não me importava em passar...mas, enfim, vamos às explicações do que aconteceu com este vulcão. 

** SAIBA MAIS SOBRE O (MALDITO) VULCÃO:  O que causou o maior caos da aviação na Europa é um vulcão situado na Islância, chamado Eyjafjallajokull, e que teve o início de sua última grande erupção em 1821 (quando permaneceu ativo pro cerca de dois anos). Após todo este tempo, ele ''acordou'' no último 20 de março e voltou a ter uma nova erupção no dia 14 de abril. E foi esta última que deu início a todo problema por aqui (além de derretimento de gelo e enchentes e estragos nas regiões próximas à Islândia). Isto porque esta erupção liberou tamanha quantidade de cinzas na atmosfera que, por causa do vento, as cinzas ''viajaram'' mais de mil quilômetros e várias nuvens ficaram sobre o Reino Unido e demais locais da Europa. Então, o receio é que as particulas de objeto vulcânico possam provocar entupimento das turbinas das aeronaves...aí já viu né!. Enfim, é por isso que estamos vivendo um caos completo e muitos dos aeroportos estão fechados (incluindo os da Irlanda). Assim, estima-se que, desde quinta-feira (dia 15) até, pelo menos, segunda-feira, as empresas aéreas tenham um prejuízo de, em torno, 250 milhões de dólares por dia. 

14.04: POLÍCIA E VOLTA PARA CASA

** BYE, BYE EDINBURGH - Marcelo e eu acordamos mais cedo e aproveitamos para, depois do café, dar uma caminhada pela cidade. Estava bom, já que não muito quente e nem tão frio, e achei Edimburgo ainda mais agradável. Na volta para casa o restante do ‘’Rocha Group’’ estava quase pronto (Evandro vestindo sua inseparável saia) e tempo depois já estávamos novamente ''empoleirados'' dentro do carro rumo à nossa última parada turística na cidade: um lugar que não sei o nome, mas que é bem no alto e tivemos uma vista geral da linda Edimburgo. De lá, rumo à costa escocesa :)

** PERSEGUIÇÃO POLICIAL – Tá, estou exagerando e não foi nenhuma perseguição policial, mas já deu friozinho na barriga ....mas isto eu explico daqui a pouco. Enfim, no final da manhã saímos de Edimburgo com a ideia de dar um passeio na costa escocesa até a hora de devolver o carro à noite.  Mas, como nada por aqui é previsível....acabamos não indo para à costa. O que aconteceu? Enquanto estamos na estrada rumo a Glasgow – apertados como sempre na parte de trás do carro -, mantivemos nosso costume de abaixar quando víamos polícia ou coisa do tipo mas, desta vez, não deu certo.  Em uma parte do caminho uma viatura passou por nós e olhou pra dentro. Automaticamente Jaque e Evandro baixaram e eu fiquei na janela mexendo nos cabelos para dar uma impresão de que estava tudo bem, super relaxada (hahahah). Acho que não colocou e a viatura passou do outro lado....foi o que precisou para eles ligarem as sirenes atrás de nós. Esta hora foi muito engraçada porque acho que ficamos todos meio apavorados e, mesmo assim, no intervalo da viatura parar e a policial nos abordar, conseguimos elaborar o que falaríamos. Quando a policial chegou na porta ela olhou pra dentro e falou: ‘’Four peopleeeeeeeeeeeee?’’ Aí fizemos caras de surpresos e o Evandro falou que no Brasil isto era permitido e que não sabíamos que na Escócia não. Ela então disse que era proibido, que só havia três cintos de segurança...Enfim, resumindo, ela pediu para o Marcelo (que era o motorista) descer do carro e, para não deixá-lo sozinho, fui junto. Falamos um pouco e ela mandou o Marcelo entrar na viatura. Meu Deus, aquela foi a hora que mais me apavorei, pois achei que estavam levando ele para a delegacia ou sei lá o q....Logo ela me mandou entrar também e achei que a casa ia cair, que nós iríamos nos incomodar certo.... Mas, felizmente, ela queria mesmo era ver o passaporte dele e fazer algumas perguntas...se estávamos de férias, de onde éramos, quem mais dirigia no carro, para onde íamos, que hora era nosso voo....O bom é que fingimos bem e tanto eu quanto ele mantivemos uma aparente calma enquanto conversávamos. Também acho que ajudou o fato de nenhuma vez termos falado em português dentro do carro. Em meio a esta situação, a única hora que me vi meio mal foi quando olhei pra frente e vi uma câmera fotográfica surgindo do nada  entre um monte de casacos no carro da frente, o nosso carro. Me deu muita vontade de rir em imaginar o resto do pessoal dentro do carro se esforçando para tirar uma foto. Mas, ainda bem , me controlei e acho que só dei um sorriso (algo que naquela hora poderia ser interpretado como amigável). Enfim, após pedirmos mil desculpas e insistirmos que não sabíamos que era proibido, a policial só disse que teríamos que largar pelo menos uma pessoa na estação de trem ou ônibus para poder seguir até o aeoroporto de Glasgow (lugar que dissemos que estávamos indo). Ufa! Na volta para o carro estava todo mundo com uma cara engraçada e eu sentei e disse: ‘’multa de 380 euros pagos em 24 horas’’. Foi engraçado porque eles acreditaram e o que mais me gravou foi um gemido meio horrorizado que a Jaque deu do meu lado. Mas em seguida desmenti e demos muita risada de toda esta história. Enfim, entramos na cidade e Jean e Furlan compraram passagem par voltar de trem. Já sem muita opção de passeio, resolvemos almoçar e caminhar pelo centro de Glasgow, que é uma graça também. Depois seguimos para o aeroporto e ficamos fazendo hora até o nosso voo (21 horas).

** ÉRAMOS SEIS –  Ao nos reencontrarmos no aeroporto uma nova surpresa: o Jean descobriu que havia comprado a passagem diferente de todo mundo e o voo dele é apenas amanhã às 6 horas. As opções de comprar uma nova passagem ou trocar foram logo descartas pelos altos preços e o jeito foi se conformar em dormir no (minúsculo) aeroporto de Glasgow (o engraçado é que mal sabíamos que na manhã seguinte se iniciaria um dos maiores caos da aviação na Europa e ele não iria voltar facilmente para casa)! E foi isso, nós cinco embarcamos, meia hora depois estávamos em Dublin e quando, Jaque e eu, chegamos em casa descobrimos que a Eliane (lembram aquela minha ex-colega que estava morando conosco desde semana passada?) já arrumou um novo ap e se mudou nesta manhã. Cansadas, fomos dormir...

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** PS 1: Quem imagina ir para a Escócia e ver muitos homens vestidos tipicamente está enganado. Não se vê muitos deles vestidos de kilt e andando pela cidade...Uma pena, pois a tal da saia fica muito bonita...

** PS 2: Não deixem de conhecer a Escócia....lindaaaaa!!

13.04: EDIMBURGO E MULTA!!

** EDIMBURGO – Chegamos em Edimburgo num dia não tão bonito quanto os anteriores e fomos direto ao famoso castelo. Ele é mesmo tudo o que eu já havia escutado falar: lindo! Para começar, o jardim repleto de flores já era um espetáculo à parte e lá em cima não foi diferente. Pagamos 13 pounds para entrar (se optássemos pelos fones de ouvido seriam mais 3) e valeu cada centavo. Não que seja algo deslumbrante, mas achei ele muito bem distribuído e com muitas coisas para ver: museus, a antiga prisão, um pequeno cemitério de cachorro (minúsculo!)...Bem legal o passeio e a lojinha do lado de fora também é maravilhosa (deu vontade de comprar mil coisas, mas me contive com um chaveirinho do Nessie).  Na saída passamos numa loja que confecciona os famosos kilts entre outras coisas. Tudo carésimo na loja, mas foi bem legal porque dá para ver o pessoal trabalhando ali. Para quem estiver com dinheiro sobrando também há a possibilidade de fazer uma foto de recordação com roupas típicas. Mas para nós estava meio salgado: 60 pounds uma foto com seis pessoas, mas só davam três fotos. Sem condições....Na volta do castelo também há outras várias lojinhas com roupas e acessórios escoceses que me deixaram louca...(bah, fui muito controlada). O único que abriu a mão ali foi o Evandro, que compro um kilt por, se não me engano, 120 pounds (e não é que ele vestiu a saia para sairmos à noite e nunca mais tirou?)

** MULTA – De mão vazias mas com a carteira cheias, saímos das lojinhas e, famintos, conferimos rapidamente o endereço do hostel e fomos almoçar  nas proximidades, já que o carro também estava estacionado por ali. Paramos num pub e minha escolha foi meu adorado fish and chips (mais engordurado do que devia). Chegou a hora de ir para o hostel e, chegando no carro, uma surpresa: uma cartinha no pára-brisa atestava nossa falta de atenção...estacionamos em um local que havia parquímetro e não colocamos o ticket. Resultado? Um tufo de 30 pounds...o jeito foi dar risada da situação e contabilizar o segundo prejuízo da viagem (5 pounds para cada um, além do pneu que ainda não temos ideia de quanto vai dar, já que a recomendação da locadora é tratarmos disso quando entregarmos o carro. Enquanto isso seguimos andando com o pneu que mais parece o de uma bicicleta..tsc,tsc). 

 ** FESTA – Chegando no hostel (Que se chama St. Cristophers Inn e também não é muito caro, oferece café da manhã e ainda tem um pub na parte de baixo), demos uma descansada para estarmos animados para a noite. Nossa primeira parada noturna foi o pub do nosso hostel, onde tomamos um shot de tequila (que Jaque eu eu batizamos de ‘’shot dos 30 dias’’, pois hoje faltam exatos 30 dias para eu voltar para o Brasil). Depois, o lugar escolhido foi uma boate chamada Largest (se não me engano era este mesmo o nome). O lugar tinha vários ambientes mas, confesso, não amei...mas valeu! Lá experimentamos o famoso absinto verde limão e também não achei graça nenhuma (um gosto estranho de bala de funcho...então prefiro comer a bala mesmo). E esta foi nossa noite na linda Edimburgo....

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** PS: Amanhã vamos para a praiaaaaa!!!

12.04: HIGHLANDS, LAGO NESS E PNEU FURADO!

** LINDO: Após o café da manhã, 9 horas estávamos todos prontos e  saindo para a região de Higlands. No nosso caminho estaria o famoso Lago Ness e a viagem prometia ser longa (acho que o lago fica cerca de 2h30 de Glasgow). Mas, o que poderia ser uma viagem cansativa pelo tempo e o fato de estarmos espremidos na parte de trás do carro, acabou sendo uma agradável surpresa. A região de Higlands é, com certeza, um dos lugares com belezas naturais mais bonitos que já vi e a cada quilômetro suspirávamos com algum lago ou montanha deslumbrante. Queria poder explicar melhor aqui o que é este lugar, mas acho que não há muito como dizer o que é aquilo lá. Só posso afirmar que a Escócia é divina e, se tiverem oportunidade, coloquem este país na sua rota turística, seja para vir direto do Brasil ou daqui da Europa. 

** PARADAS - Mas, enfim, outra coisa boa da viagem de carro de hoje pela Higlands é que, sem preocupação alguma com horário ou compromissos, parávamos em cada canto lindo que víamos (na verdade não dava para parar em todos né, porque a região possui um lugar bonito ao lado do outro). Entre os lugares que não posso deixar de lembrar estão o Loch Lomond e o Loch Tulla. Este último parecia um espelho refletindo as montanhas que ainda estão com neve no topo. Lindooooooo e parecia uma pintura.  Outra hora que não teve explicação foi quando encontramos, em um paradouro ao lado do Lock Tulla,  um legítimo escocês tocando sua gaita de fole. Ficamos loucos e acho que aquele foi um dos pontos altos de toda a viagem, meio mágico mesmo....Imaginem a cena: o som lindo daquela gaita e ao fundo uma paisagem inexplicável que mistura um lago que mais parece um espelho e montanhas com neve no pico. Sei lá, to tentando explicar, mas acho que só mesmo nós seis podemos saber o que foi aquela hora.....



** FUROU O PNEU – Em meio aos suspiros pelas paisagens, também começamos a suspirar de fome e acabamos parando em mais um Mc Donalds. Mas, desta vez, resisti bravamente e junto com a Jaque e Evandro optei por algo mais light que foi comprado no supermercado em frente (bem que eu gostaria, mas MC todo dia não dá né...). Enfim, depois saímos atrás de um forte (Puts, esqueci o nome da cidade e o forte...tsc,tsc!) e acabamos não encontrando.  Na estrada novamente, seguimos em direção ao Lago Ness e horas depois pedimos informação em uma casa e descobrimos que estávamos na frente do famoso lago do mostro. Então resolvemos dar a volta no lago e, como as estradas são estreitas, uma hora foi preciso colocar o carro um pouco para o lado e .....o pneu furou. Que m...!  Às margens do Ness paramos para trocar (sorte que estávamos com quatro meninos) e nos deparamos com um step vergonhoso (que os meninos carinhosamente se referiam como um pneu de bicicleta hahahah). Enfim, não podíamos ligar para o seguro nos resgatar porque estávamos em seis e eles não poderiam ver isso. Então, o jeito foi colocar o pneu de bicicleta, reduzirmos a velocidade e andarmos assim mesmo. 

** LAGO NESS -  Como nada é problema quando estamos num lugar tão lindo, seguimos e paramos nas ruínas do Urquhart Castle. Eu, Jaque e Marcelo resolvemos não pagar 7 pounds para entrar porque a vista ali de fora já estava ótima, mas o restante entrou e gostou. Do lado de fora, nós também gostamos bastante e acho que a escolha de não entrar foi acertada, ainda mais que não sou muito de ruínas. Enfim, sobre o lago, ele acabou me surpreendendo positivamente pois, tanto eu quanto a Jaque, já tínhamos ouvido falar que era pequeno e sem graça. Mas nãoooo, ele é imenso e quem quiser pode até fazer um passeio de barco por lá (nós não fizemos!).  No entanto, o Ness realmente não tem nada demais e o outro lago que passamos na estrada (o Loch Lomond) é um milhão de vez mais lindo. Mas, não deixa de ser uma atração imperdível na Escócia né afinal, por causa de seu monstrinho- que é chamado de Nessie pelos locais - o ''Loch Ness''  é um dos mais famosos do mundo. Aliás, entre tantas histórias, o fato é que a polêmica do monstro segue firme e forte e até hoje há os que defendem ferozmente sua existência e outras que contestam com igual força esta versão. Enfim, não vimos o Nessie por lá e quem quiser saber mais sobre toda esta polêmica que envolve a existência ou não do ''monstrinho verde'' (que em pelúcia ou em chaveirinhos é uma gracinha) pode acessar um link que achei bem interessante: http://mortesubita.org/monstruario/bestiario/monstro-do-lago-ness/

** CANSADOS – Dia longo, chegamos tarde no hostel (Aliás, achei o hostel bem bom. Nada de espetacular, mas não é caro e serve café da manhã. O nome é Blue Sky e é da rede BackPackers.) e nos dividimos na janta: meninos comeram pizza (o detalhe é que comeram uma pizza grande cada um... Nossa, no sei como não engordam. Já imaginaram mulher comendo tudo o que eles comem? Meu Deus!) e Jaque e eu optamos por um sanduíche. Depois ficamos conversando, jogamos um pouco de dominó e todo mundo foi para cama.

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** PS: Amanhã: Edimburgo!!!

11.04: PERDIDOS NA ESCÓCIA!

** MINHA MALA - Nos encontramos todos aqui em casa (Jaque, eu, Furlan, Marcelo, Jean e Evandro) e 7 horas o táxi chegou para nos levar ao aeroporto. Fizemos o check in, a Ryanair teve seu bom e velho atraso de sempre para abrir o portão e na hora de embarcar aquela habitual chatice comigo: pediram para medir minha mala! Pior é que não me acostumo e fiquei meio nervosa, daí não conseguia enfiar ela no espaço (apesar que, simmmm, estava certo o tamanho). Bom, tirei as coisas do bolsinho da frente e joguei tudo no chão, aí entrou...recoloquei as coisas e embarquei com todo mundo. Meia hora depois estávamos chegando no aeroporto de Glasgow e, como o voo é doméstico, nem tivemos que passar pela imigração....

** NOSSO CARRO - Ainda no aeroporto, a primeira coisa a fazer foi alugar um carro. Mesmo em seis pessoas, decididos alugar um para cinco. Só que um dos meninos não se deu conta disso e na primeira tentativa pediu um carro para seis...não tinha! Fomos então para outra locadora, no aeroporto mesmo, e enfim alugamos um Golf (Que custou 45 pounds para cada com GPS e seguro). Achamos o carro no estacionamento e logo sentimos que seria dura esta viagem com o número maior de pessoas do que deveríamos. Enfim, Jaque e eu fomos as apertadinhas e sentamos quase que uma no colo da outra. Mas, na Escócia, sem problemas...

** PERDIDOS- Na saída do aeroporto demoramos um pouco para nos entendermos com o GPS e, claro, nos perdemos. Andamos, andamos, andamos e nada. Acabamos parando na estrada e muitooooo tempo depois chegamos no centro de Glasgow . Estava rolando um jogo de futebol e, por isso, havia muita gente e policiais na rua. Então, o jeito foi estacionar, pedir informação para a polícia e depois deixar um dos passageiros. No caso, eu. Para evitar incomodações fiquei de encontrar o pessoal em uma esquina cerca de uma quadra longe de onde estávamos. Mas, parece que estavam brotando policiais e o jeito foi reembarcar no nosso carro umas três quadras depois. Mas, enfim, continuávamos perdidos e mesmo após mil informações não conseguíamos encontrar o hostel. Com fome, paramos no MC Donald's (onde descobri que tiraram do cardápio o Mc Tasty – não acreditoooo, espero que se mantenha no Brasil) e decidimos pagar um táxi para nos levar até o hostel. Furlan foi com o taxista e seguimos com nosso carro. Enfim cehgamos, largamos nossas coisas e descobrimos que a minha reserva e da Jaque (que ficaríamos num quarto separado por não haver mais vaga para todos juntos quando reservamos) não tinha sido processada. A sorte é que arrumaram um canto para nós...Largamos as malas e nos dividimos: Jean e Furlan foram conhecer o estádio do Celtic e o resto seguiu para um parque lindoooooo (Kelvingrove Park), que havia perto do nosso hostel. O dia estava perfeito (sol e calor), o que deixou ainda mais gostoso caminhar e se jogar na grama onde dei uma dormidinha. Na volta passamos num mercadinho para comprar salgadinho e algo para brindarmos nossas primeiras horas na Escócia. Depois jantamos pizza...E nosso primeiro dia foi mais ou menos isso.....Ai, ai, já estou amando a Escócia.

10.04: A LETI VOLTOUUUUUU!!!

** QUE SAUDADESSSS - Hoje fui para a rua imprimir nosso check in para a viagem de amanhã, colocar crédito no celular e aproveitei para dar uma passadinha na Dunnes, onde comprei uma calça preta por 5 euros (adorei, pois lembra uma bem velhinha e rasgada que tenho no Brasil e que já está mais do que na hora de colocar fora...). Depois voltei para casa, fiz um chima e ficamos Jaque eu conversando na sala....aí, para minha surpresa (enquanto a Jaque saia para comprar a mesma calça que eu na Dunnes...imperdível, pois está bem baratinha...), adivinha quem me liga? A Letiiii,, nem acreditei quando olhei o nome no celular e depois ouvi aquela vozinha dizendo ''Oi Cami!''. Sabíamos que voltava hoje, mas estávamos perdidas no horário....bom, nem preciso falar que, depois de um mês dela no Brasil, estamos morrendo de saudades e quando a vimos foi uma festa (queridaaaa, amei a Trakinas de morango!!). Aiiiiii, colocamos as fofocas em dia e o tempo foi curto para tanta coisa que queríamos falar. Nossa, pior que ver ela depois deste tempinho acabou me dando um aperto no coração em pensar que esta convivência que amoooooo vai ter um intervalo grande em pouco tempo. Sim né, porque ela foi agora para o Brasil e vai ficar aqui por pelo menos mais um ano (e ai dela se resolver ficar mais que isso...). Mas foi ótimo ver a carinha da Leti hoje e escutar aquele sotaque que já estávamos sentindo tanta falta....O bom é que ela voltou diferente, com um ar renovado e linda! E, conforme nos disse, a despedida da família foi bem pior do que quando veio pela primeira vez, mas a chegada em Dublin foi ótima...ainda mais agora que os dias estão mais longos e o climinha melhorando (hoje, 20 horas ainda era dia....que delíciaaaaa!).

** MOVIMENTO NO AP - Ontem um homem de Dubai veio olhar o nosso apartamento para ocupar minha vaga e hoje uma coreana super querida, Ela ficou de dar a resposta até segunda-feira e agora é
esperar....

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** PS: Amanhã eu, Jaque e mais uns amigos vamos para a Escócia. Voltamos na próxima quarta-feira...

GAÚCHO É SINÔNIMO DE BRAVURA!


** Minha flatmate, a Ane, herdou da mãe um amor incondicional pelo Rio Grande do Sul e escreveu um artigo falando um pouco dos gaúchos, suas conquistas e seu patriotismo (como ela diz: gaúcho é sinônimo de bravura!). Segue o texto (em inglês, pois ela levou para a escola) e, para quem precisar: www.google.com.br

Notes on a great little spot

If we talk about Brazil the first thing that will probably comes to mind is football, carnival, beautiful beaches, 40 degrees summer and anything related to a tropical country. If I told you that beyond all of this we still have loads of tales, myths, fascinating stories about brave men and women, battles dividing countries and families, a great source for any Hollywood blockbuster script or an ordinary Wikipedia article for insomniac nights. The place I’m talking about actually may not be in Brazil, if you ask to a passionate resident, but if you google it you would see it as Rio Grande do Sul, a state in the very bottom of Brazil.
Our story (or history) began more than five hundred years ago, when a caravel left a harbor in Portugal going towards India, but maybe the wind blew it in a slightly different direction and it reached what is now known as the Brazilian shore. Some unofficial historical sources say that the Portuguese and also the Spanish Crown were well informed about the route of the “lost” caravel; the brand new continent discovered was full of many kinds of treasures that made the Portuguese Empire richer. Brazil from the first moment was divided in two parts from north to south, and Rio Grande do Sul was in the Spanish side. This treaty, called Tordesillas, was the start of our mixed history with the European white men.
The years went by and Brazil was still a Portuguese colony, Rio Grande do Sul was part of it, but the influence was more from Spain, and in those days we were a distinct people, half  native Indians and half European. Because of our climate, we had many immigrants from Germany and Italy that began to build a very single identity in southern Brazil. In 1822 Brazil was no longer a Portuguese colony, it was a free state and all was supposed to be a sort of “happily ever after”. Brazil is incredibly huge, so it has many cultures and as a “baby” country the Brazilian Empire wasn’t prepared to deal with all of these cultures.
“Gaúcho” is the name for southern Brazilians, actually we also find ‘gaúchos’ among Argentina and Uruguay, but they are mostly famous inside Brazil’s borders. ‘Gaúcho’ is a word that came from the native Indians in that region, it means ‘the man that sings the blues’ but nowadays the word ‘gaúcho’ stands for all people born in Rio Grande do Sul, and is also  synonymous with braveness. 
Rio Grande do Sul was always a special state; our economy wasn’t the same as the rest of the country, our culture, weather, sense of humor and everything else was different, so we decided to be a free state! The Republic of Rio Grande was born on September 20th in 1835. The new South American republic had everything to be a great nation, many people came from Italy to join us in this crusade for freedom, and we were so big during that time that we inspired other Brazilian states to try and achieve freedom, but none of them were successful. This war was called The Tatter Revolution (Guerra dos Farrapos or Revolução Farroupilha); the name is a direct allusion to our warriors’ uniforms, because we had far less soldiers than the Brazilian Empire army, it was a David and Goliath battle. David was so close to defeating Goliath, but after ten years fighting David wasn’t that strong anymore, his kingdom was tired of being fed with just dreams and promises of a better future of freedom, corruption in our leadership helped us to sink in our own desire of liberty.
The Tatter Revolution wasn’t a complete failure, it consolidated the spirit of greatness, the ‘gaúcho’ people are respected, and our achievements inspired generations until contemporary ages. We still have, in the 21st century, a Separatist Party, many ‘gaúchos’ wear the Republic of Rio Grande flag on their lapels and some ‘non-gaúchos’ Brazilians want to be naturalized as ‘gaúchos’; in our soul we truly believe that we are a Republic, and Brazil our friendly neighbor. Just like the Basque in Spain, we probably inherited the belief of an autonomous identity, until now our attempts haven’t been successful, but we are a peaceful ‘organization’, maybe in the future we shall call up a Gaúcho Republic Army.
Nowadays for economically issues the Republic dream is no longer available in reality, but the idea of it still being our fuel to push ourselves more and more. We are the state with the highest quality of life, education and health system. Almost every single ‘gaúcho’ knows our anthem by heart, and this “skill” is exclusively from Rio Grande do Sul, in the others twenty five states you wouldn’t find it, the national anthem would probably be the only one known. We are close to have our own grammar, the dialect used in south is so strong and solid that many of its words are already accepted in the standard Brazilian-Portuguese grammar even if those words are mainly used by ‘gaúchos’.
You have to admit, dear anonymous reader, you are just waiting for this article to be finished and you will straightly go buying a flight ticket to Rio Grande do Sul. In the “Tatter Week” that is the whole week around 20th of September; if you dare to call a ‘gaúcho’ a Brazilian is highly likely that you will be slapped in the face, keep it as an advice. In the rest of the year just relax and enjoy the southern community that sings the blues. See you there! ‘Gaúcho’ greetings!   (Anelise Witt)